Por serem super lucrativas para os proprietários, o número de apartamentos por temporada em Paris explodiu nos últimos anos e acabou se tornando um grande problema diante da falta de moradias na capital. Hoje as plataformas são acusadas de desviar moradias do mercado tradicional de aluguel, em prejuízo dos parisienses.

A proliferação, muitas vezes sob o ímpeto de grupos imobiliários, levou a uma inflação dos aluguéis e à escassez de moradias para os residentes antes da pandemia. Sem mencionar os incômodos da vizinhança e a essência dos bairros que muda com comércios adaptados a um público sazonal.

Atualmente, existe uma lei que exige que os proprietários se cadastrem na prefeitura para poder alugar uma apartamento por temporada, mas parece não ser suficiente. Em busca de uma regulamentação mais restrita, Paris pretende se inspirar em Barcelona, que foi a pioneira na regulamentação das plataformas como o Airbnb, Booking.com ou Homeaway. 

Com essa nova regulamentação, a prefeitura de Paris pretende dar seus primeiros passos para a implantação do turismo sustentável, buscando estabelecer quotas que controle o déficit habitacional. Se a nova regulamentação for aprovada, um apartamento não poderá ser alugado legalmente por mais de 120 dias por ano em uma plataforma como o Airbnb, sem ser declarado “estabelecimento comercial”.